Este
ou
aquele?
terça-feira, 28 de outubro de 2008
segunda-feira, 27 de outubro de 2008
De 2008 a 2014, passando por 2012
Se o PAC é o principal cabo eleitoral da Dilma, a Copa do Mundo será o trampolim da vez na Capital gaúcha, que já tem candidato à sucessão de Fogaça. Fortunati quer para si o prestígio de estruturar a Copa do Mundo em Porto Alegre e, assim, se eleger prefeito. Vontade é o que não falta.
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Nada de novo
No Rio, ganhou quem não deveria ganhar. Neste segundo turno, a disputa carioca foi a única em que depositei algum fio de esperança. Em São Paulo e aqui, no glorioso “Bovinão”, quem vencesse manteria o baixo nível de ética vigente. Deu Kassab e Fogaça, mas, se desse Marta e/ou Rosário, a podridão continuaria.
Torci pelo Gabeira. E foi por pouco. Guerreiros 49,17% contra os 50,83% de Eduardo Paes. Filhote rebelde do atual prefeito Cesar Maia e acostumado a mudar de partido como quem muda de roupa, o peemedebista venceu amparado pelo aval do Presidente Lula e do atual governador, Sérgio Cabral Filho, também do PMDB. O apoio de Cabral, cujo caráter não lembra nem de longe o do pai, antológico jornalista, se mostrou mais profundo do que o normal. De forma cirúrgica, o governador antecipou para segunda-feira um feriado estadual (Dia do Servidor Público), o que se refletiu no maior índice de abstenção desde 2000 no município. Faltaram às urnas 20,25% dos votantes, o que equivale a 927.250 eleitores – Paes e Gabeira foram separados por 55.225 votos.
Desde o primeiro turno, Gabeira foi rotulado de “candidato da Zona Sul”, ou seja, com alto índice de penetração nas classes mais altas da cidade. No segundo turno, agregou também o apoio dos jovens, antes pulverizados entre as candidaturas de “esquerda”. Mas o fato é que feriado na segunda-feira é um estímulo a que se saia da cidade, seja rumo ao litoral, à serra, enfim. E se dá ao luxo de curtir final-de-semana prolongado principalmente quem tem um poder aquisitivo maior, ou seja, um eventual eleitor de Gabeira. Em Copacabana, por exemplo, o índice de abstenção foi de 30%. Não é exagero, portanto, afirmar que se tratou de algo tramado por Sérgio Cabral Filho.
Óbvio que Eduardo Paes teve seus méritos. E que Gabeira teve deméritos – caso contrário, teria vencido com larga margem de diferença. A história da “visão suburbana” (em conversa telefônica com uma vereadora de sua chapa, o candidato declarou que a visão dela sobre a construção de um aterro sanitário era “suburbana”) contribuiu fortemente para uma não adesão dos suburbanos à sua candidatura. Sinal de que qualquer palavra, qualquer passo em falso, qualquer cagada pode repercutir de maneira estrondosa em uma campanha eleitoral.
P.S.: pelo Blog do Tas, descobri este raio-X da disputa entre Paes e Gabeira. Lê-lo (e navegar) é preciso.
Torci pelo Gabeira. E foi por pouco. Guerreiros 49,17% contra os 50,83% de Eduardo Paes. Filhote rebelde do atual prefeito Cesar Maia e acostumado a mudar de partido como quem muda de roupa, o peemedebista venceu amparado pelo aval do Presidente Lula e do atual governador, Sérgio Cabral Filho, também do PMDB. O apoio de Cabral, cujo caráter não lembra nem de longe o do pai, antológico jornalista, se mostrou mais profundo do que o normal. De forma cirúrgica, o governador antecipou para segunda-feira um feriado estadual (Dia do Servidor Público), o que se refletiu no maior índice de abstenção desde 2000 no município. Faltaram às urnas 20,25% dos votantes, o que equivale a 927.250 eleitores – Paes e Gabeira foram separados por 55.225 votos.
Desde o primeiro turno, Gabeira foi rotulado de “candidato da Zona Sul”, ou seja, com alto índice de penetração nas classes mais altas da cidade. No segundo turno, agregou também o apoio dos jovens, antes pulverizados entre as candidaturas de “esquerda”. Mas o fato é que feriado na segunda-feira é um estímulo a que se saia da cidade, seja rumo ao litoral, à serra, enfim. E se dá ao luxo de curtir final-de-semana prolongado principalmente quem tem um poder aquisitivo maior, ou seja, um eventual eleitor de Gabeira. Em Copacabana, por exemplo, o índice de abstenção foi de 30%. Não é exagero, portanto, afirmar que se tratou de algo tramado por Sérgio Cabral Filho.
Óbvio que Eduardo Paes teve seus méritos. E que Gabeira teve deméritos – caso contrário, teria vencido com larga margem de diferença. A história da “visão suburbana” (em conversa telefônica com uma vereadora de sua chapa, o candidato declarou que a visão dela sobre a construção de um aterro sanitário era “suburbana”) contribuiu fortemente para uma não adesão dos suburbanos à sua candidatura. Sinal de que qualquer palavra, qualquer passo em falso, qualquer cagada pode repercutir de maneira estrondosa em uma campanha eleitoral.
P.S.: pelo Blog do Tas, descobri este raio-X da disputa entre Paes e Gabeira. Lê-lo (e navegar) é preciso.
terça-feira, 21 de outubro de 2008
segunda-feira, 13 de outubro de 2008
Não brinca com a minha inteligência
Que é minguada, mas nem tanto.
A ex-estudante da Fabico Fernanda Melchionna e Silva, eleita vereadora de Porto Alegre pelo PSOL, foi perguntada sobre qual seria seu candidato no segundo turno. E disse: "Vou votar no 50 de novo". Ou seja, vai anular. Coerente.
Já Luciana Genro, em um programa de rádio, ouviu a mesma pergunta. E, ingenuamente, respondeu: "Ah, meu voto vai continuar secreto".
Ridículo. Se Manuela falasse isso, eu até entenderia.
A ex-estudante da Fabico Fernanda Melchionna e Silva, eleita vereadora de Porto Alegre pelo PSOL, foi perguntada sobre qual seria seu candidato no segundo turno. E disse: "Vou votar no 50 de novo". Ou seja, vai anular. Coerente.
Já Luciana Genro, em um programa de rádio, ouviu a mesma pergunta. E, ingenuamente, respondeu: "Ah, meu voto vai continuar secreto".
Ridículo. Se Manuela falasse isso, eu até entenderia.
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sábado, 4 de outubro de 2008
Fogo de palha
Em Gravataí, com o perdão do clichê, as eleições estão pegando fogo. Que, ao meu ver, é de palha. No último domingo (ou seja, há menos de uma semana), ocorreu o último debate entre os candidatos a prefeito, transmitido pela TV COM. Estavam presentes os então quatro postulantes ao cargo: Daniel Bordignon (PT), Edir Oliveira (PTB), Jones Martins (PMDB) e Sérgio Sampaio (DEM). O primeiro, com perspectiva de 77% de votos, conforme pesquisa do jornal da cidade, foi constantemente atacado pelo vereador Jones, principal oponente. Edir, prefeito que antecedeu os oito anos (1997-2004) de Bordignon no cargo, parecia menos ferrenho nos ataques, assim como o sem sal e sem chance Sérgio Sampaio.Para prejuízo da cidade, o principal assunto do debate não foi nenhum problema público, mas o recurso que estava para ser julgado pelo TSE e que punha em risco a candidatura do deputado estadual petista. Dizia o Jones: "Você, eleitor, deve escolher um candidato que não corra o risco de ser impugnado ali adiante". Pois ali adiante, na mesma segunda-feira em que terminou o debate, Bordignon foi impugnado. Na terça, o PT de Gravataí indicou a vice Rita Sanco (foto acima, com Bordignon) como substituta. O atual prefeito, Sérgio Stasinski (também petista, mas querendo se reeleger), recorreu da decisão ao diretório estadual do partido. Na quarta, a executiva gaúcha do PT confirmou a candidatura de Rita. Na quinta de manhã, tentei dormir até mais tarde. Porém, um jingle estridente, já decantando a nova composição da chapa, me tirou o sono, executado por um carro de som que passou 89 vezes em frente ao meu prédio. Com um volume 89 vezes mais alto que o humanamente aceitável.
Tal como o jingle, novos panfletos foram feitos. E, com muita originalidade, confeccionou-se um cartaz com a seguinte frase: "Quem aprova Lula e Bordignon vota em Rita". Não duvido que em 2010 esta frase esteja presente também em uma eventual campanha de Dilma... Mas enfim. Rita, vereadora que assumiu mandato como suplente, virou candidata a prefeita. E, na quinta à noite, Edir Oliveira (PTB, imagem à esquerda) deixou de concorrer, pra apoiar Jones. E tentar derrubar o PT. E colocar mais lenha na fogueira. Num fogo que, repito, é de palha.
É de palha porque os votos de Bordignon, em sua maioria, vão se transferir pra Rita. Chega a lembrar, guardadas as devidas e óbvias proporções, o apoio que Lula dará à ministra Dilma Roussef nas eleições presidenciais, caso ela concorra. A diferença é que, imagino, Lula terá que fazer um esforço muito maior pra colar em Dilma a sua imagem. Bordignon, não. Ele tem popularidade suficiente em Gravataí pra eleger quem quiser, até a Rita. Fora que há dois casos possíveis: vai ter uma pequena parcela de eleitores que não sabem da impugnação e votarão em Bordignon pensando que está tudo normal (uma vez que a foto que aparecerá na urna é a do próprio, por falta de tempo hábil pra trocá-la nas urnas) e vai ter aqueles que votarão em Edir, por não saber da sua desistência, anulando seus votos, que não serão transferidos para a chapa de Jones (foto acima). Por tudo isso e por achar que minha cidade quer mais do mesmo (se bem que... Bom...), creio que Rita leva. Votarei em Jones, por pura falta de alternativa melhor. Mas penso que, infelizmente, o fogo da ilusão se apaga no domingo.
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segunda-feira, 29 de setembro de 2008
Companheirismo

Vi hoje na rua um cartaz vermelho com a frase “Quem aprova Lula, vota em Maria”. Dois erros graves. Além da vírgula, que se encontra fora de seu habitat natural, me parece um pouco presunçoso apelar dessa maneira. Quem aprova Lula vota em Maria do Rosário? Por quê? Fogaça e Manuela também são de partidos que participam do Governo Lula. Não há uma ligação exclusiva do Presidente com a candidata do PT. Ele mesmo falou que não se meteria nas eleições onde houvesse mais de um partido da base aliada com candidatura própria. Não aprovo o Lula e, se eleitor de Porto Alegre, não votaria na Maria do Rosário. Concordo que a popularidade dele pode ser explorada a favor de um candidato, mas não aqui, nesta disputa. Sei que a abordagem do cartaz faz menção à forma petista de governar, mas uma coisa não está visceralmente ligada à outra. Eu posso tranqüilamente apoiar Lula (!) e votar em Fogaça (!) que, assim, serei coerente. Posso tranqüilamente apoiar Lula e votar em Onyx que, assim... Bom, deixa pra lá.
Como diz a inspirada Luciana Genro, em um de seus raros momentos de lucidez, “essa eleição não é uma briga pra ver quem é mais amiguinha do Lula. Nem um concurso de beleza”.
É mesmo, Lu?
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